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Acesso híbrido sem rede aberta

Entre a infraestrutura própria e várias clouds, o acesso tradicional abre uma rede inteira para dar acesso a um só sistema. O acesso por aplicação, verificando identidade e dispositivo em cada ligação, dá a cada pessoa apenas o que precisa.

Linha de serviço Cibersegurança

A rede como chave-mestra

O modelo clássico de acesso remoto é simples: quem se liga à rede privada virtual (VPN) entra na rede, e a partir daí pode alcançar quase tudo o que há dentro. Funcionava quando todos os sistemas estavam num escritório. Com sistemas repartidos entre infraestrutura própria e várias clouds, transforma-se num problema: para dar acesso a um servidor há que abrir uma rede inteira, e uma credencial roubada abre tudo.

Acesso por aplicação

A rede como chave-mestra, ou nãoRede privada aberta que expõe todos os sistemas face a acesso por aplicação verificado em cada ligação.SEGURANÇA · ACESSO HÍBRIDOA rede como chave-mestra, ou nãoRede privada aberta UtilizadorAcesso por aplicação UtilizadorREDE INTERNA Uma credencial roubada alcança tudoVERIFICAÇÃO EM CADA LIGAÇÃOidentidade e 2.º fatordispositivo geridopolítica: corresponde-lhe? Só chega ao sistema autorizadoSem portas de administração abertas à internet:a ligação sai de dentro para o intermediário, e fica registada.N100F · n100f.com

A alternativa, conhecida como acesso de confiança zero, muda a pergunta. Em vez de «está dentro da rede?», cada ligação responde:

  • Quem é? Identidade corporativa com segundo fator, a mesma de sempre (uma identidade para todas as clouds).
  • De que dispositivo? Um equipamento gerido, atualizado e cifrado.
  • A que sistema concreto quer chegar, e corresponde-lhe? Segundo o seu papel e a política.

Se tudo bater certo, abre-se uma ligação apenas para esse sistema, cifrada, e fica registada. O utilizador nunca «entra na rede»; a rede não fica exposta à internet.

O que se ganha

  • Uma credencial roubada não abre tudo: abre, no máximo, o que essa pessoa tinha permitido, e de um dispositivo que também se verifica.
  • Não há portas de administração abertas à internet: a ligação sai de dentro para o intermediário, não ao contrário.
  • Cada acesso fica registado, com quem, de onde, a quê e quando.
  • Funciona igual para a infraestrutura própria e para cada cloud, que é justamente o caso híbrido.

Uma transição, não uma mudança de uma vez

Começa-se pelos acessos mais delicados (administração de produção, sistemas com dados confidenciais) e pelos terceiros (fornecedores que precisam de entrar em algo concreto). A rede privada tradicional reduz-se a pouco e pouco até ficar, se tanto, para casos muito delimitados.

Proteger bem não evita que algo aconteça. A última parte da série trata do que acontece então, começando pelo que há que deixar registado.


Como o aplicamos: Cibersegurança.

Se o seu custo cloud cresce sem que ninguém saiba porquê, ou a sua arquitetura depende de quem a montou, falemos.

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