A revisão que ninguém faz
Antes de publicar, alguém devia verificar que todas as ligações funcionam, que as imagens existem, que não há segredos no código, que os dados obrigatórios estão completos e que a configuração faz sentido. Ninguém o faz à mão de forma fiável, e menos ainda na quinta publicação do dia.
A solução não é revê-lo melhor. É que a construção o verifique sozinha e se recuse a seguir se algo não cumprir.
Validadores em cadeia
Uma construção governada encadeia verificações automáticas, cada uma com uma mensagem que diz que ficheiro e que linha falha:
- Formato: datas válidas, campos obrigatórios presentes, valores dentro do permitido.
- Referências: tudo o que se cita existe (imagens, módulos, outros documentos).
- Ligações: nenhuma ligação interna leva a uma página inexistente.
- Segredos: nada com forma de chave ou palavra-passe dentro do código.
- Regras próprias: as normas da organização convertidas em verificações (por exemplo, que nenhum ficheiro de trabalho interno chegue a ser publicado).
Quebrar de propósito
A chave está na atitude: a construção falha de propósito. Não avisa e segue; para. Um aviso ignora-se ao terceiro dia. Uma construção quebrada obriga a corrigir, e como a mensagem diz exatamente onde está o problema, corrigir leva minutos.
O que a máquina não pode validar
As verificações automáticas cobrem o verificável. Não cobrem o critério: se um texto se entende, se um diagrama explica o que deve, se uma decisão é a correta. Isso continua a ser trabalho de pessoas, nas portas de aprovação que lhes correspondem. A vantagem é que chegam a essa revisão sem perder tempo com o que a máquina já verificou.
Uma vez em produção, a pergunta muda: já não é «está bem?», mas «o que está a correr exatamente, e porquê?».
Como o aplicamos: Engenharia de Plataforma.