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Desenhar por zonas

Antes de escolher serviços é preciso traçar fronteiras. Zonas de rede, de confiança e de ambiente: o método para que uma arquitetura se perceba num relance e se possa proteger por partes.

Linha de serviço Arquitetura Cloud

Primeiro as fronteiras, depois os serviços

Um diagrama de arquitetura costuma começar pelos serviços: aqui a base de dados, aqui a aplicação, aqui a fila. O resultado é um mapa de peças sem limites, onde não se vê o que está exposto, o que é interno e o que pertence a quem.

Desenhar por zonas inverte a ordem: primeiro traçam-se as fronteiras e depois coloca-se cada componente dentro da zona que lhe corresponde. A pergunta deixa de ser «que serviços uso» e passa a ser «o que pode falar com o quê, e por onde».

Três tipos de zona

Arquitetura de referência por zonasInternet, zona exposta, zona de aplicação, zona de dados e zona transversal de segurança e observabilidade, com fluxos numerados.ARQUITETURA · ZONASPrimeiro as fronteirasINTERNET UtilizadoresZONA EXPOSTA Firewall web BalanceadorZONA DE APLICAÇÃO Porta de API Serviços FilaZONA DE DADOS Base de dados ArmazémSEGURANÇA EOBSERVABILIDADE Identidade Segredos Monitorização Registos12341 HTTPS da internet · 2 tráfego filtrado ao balanceador e à API · 3 e 4 dados só a partir da aplicaçãoArquitetura de referência, não corresponde a nenhum caso realN100F · n100f.com

Zonas de rede. Onde pode chegar o tráfego: o que está exposto à internet, o que é interno, o que está isolado. Cada passagem entre zonas faz-se por um ponto controlado.

Zonas de confiança. Que nível de proteção precisa cada parte, consoante os dados que trata. Os dados pessoais ou financeiros vivem numa zona mais restrita do que um serviço de conteúdo público.

Zonas de ambiente. Desenvolvimento, testes e produção separados de verdade, sem atalhos entre eles.

Regras do método

  1. Cada componente vive numa única zona. Se parecer estar em duas, são dois componentes.
  2. Os fluxos entre zonas numeram-se e descrevem-se: quem inicia, por que porta ou protocolo e com que autenticação.
  3. As zonas distinguem-se por cor, de forma consistente em todos os diagramas da organização. Quem lê aprende a lê-los uma vez.
  4. A zona de segurança e observabilidade é transversal: registos, monitorização e gestão de identidades chegam a todas as outras.
  5. O que está pendente desenha-se de forma diferente (por exemplo, com linha tracejada), para que o diagrama diga a verdade sobre o que existe e o que não existe.

Porque funciona

Um diagrama por zonas responde num relance às perguntas que importam numa revisão: o que está exposto, onde estão os dados sensíveis, o que acontece se uma zona cair e o que é preciso proteger primeiro. E como as zonas são estáveis, o diagrama sobrevive às mudanças de serviços: troca-se uma peça dentro de uma zona sem redesenhar tudo.


Como o aplicamos: Arquitetura Cloud.

Se o seu custo cloud cresce sem que ninguém saiba porquê, ou a sua arquitetura depende de quem a montou, falemos.

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