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Os dados primeiro

A computação move-se facilmente; os dados não. Onde vive cada dado, quanto custa movê-lo, quanto demora e que lei o obriga a ficar decide a arquitetura mais do que qualquer serviço.

Linha de serviço Arquitetura Cloud

O dado pesa

Uma aplicação pode ser implementada noutra região em minutos. Mover vários terabytes de dados leva horas ou dias, custa dinheiro em transferência e pode estar limitado por lei. Por isso, numa arquitetura cloud, os dados atraem tudo o resto: a computação acaba por ir para onde estão os dados, e não o contrário.

Desenhar começando pelas aplicações e deixar os dados para o fim é a forma mais segura de acabar com transferências caras, latências inesperadas e problemas de conformidade.

Quatro perguntas por cada dado

Onde vive o dado e quanto custa movê-loRegiões e ambientes com fluxos de dados assinalados por volume e custo mensal ilustrativos.ARQUITETURA · DADOSOnde vive o dado, e quanto custa movê-loREGIÃO PRINCIPAL Base Analítica AppSEGUNDA REGIÃO Réplica AppAMBIENTE LOCAL Sistema Base localFORA DO FORNECEDOR Utilizadores Ferramenta BI2 TB/mês40 €300 GB/mês24 €8 TB/mês680 €50 GB/mês4 €O fluxo mais caro é o que ninguém desenhou:tirar o dado em bruto para a ferramenta de BI. Agregá-lo antesde sair reduzi-lo-ia a uma fração.Dados ilustrativos, não correspondem a nenhum caso realN100F · n100f.com

  1. Onde vive? Região, fornecedor e serviço. E, se tiver cópias, onde estão.
  2. Quem o lê e a partir de onde? Cada leitura a partir de outra região ou de fora do fornecedor tem custo e latência.
  3. Quanto se move? O volume mensal de transferência entre zonas, regiões e para fora. Normalmente, o que entra é gratuito e o que sai paga-se.
  4. O que o obriga? Regulamentação de proteção de dados, residência exigida por contrato ou por setor, prazos de conservação.

Erros que se pagam todos os meses

  • Separar a aplicação da sua base de dados em regiões diferentes: cada consulta atravessa a rede e nota-se na latência e na fatura.
  • Copiar dados «para o caso de» para outras regiões ou fornecedores sem que ninguém os leia.
  • Tirar dados do fornecedor em bruto para os analisar fora, quando podiam ser agregados antes de sair.
  • Esquecer a residência até à primeira auditoria.

A ordem certa

  1. Inventariar os dados: o que há, quanto, de quem e com que sensibilidade.
  2. Decidir onde vive cada conjunto, com o seu requisito legal e de recuperação.
  3. Colocar a computação perto dos dados que mais usa.
  4. Desenhar os fluxos inevitáveis entre zonas e estimar o seu custo antes de os implementar.

Quando os dados estão bem colocados, a maioria das outras decisões torna-se óbvia.


Como o aplicamos: Arquitetura Cloud.

Se o seu custo cloud cresce sem que ninguém saiba porquê, ou a sua arquitetura depende de quem a montou, falemos.

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