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Software que se pode auditar seis meses depois

Seis meses depois de implementar, alguém pergunta que versão está a correr, quem a aprovou e porque foi feita assim. Se a resposta depende da memória de alguém, a plataforma não está governada.

Linha de serviço Engenharia de Plataforma

A prova dos seis meses

Há uma forma simples de saber se uma organização constrói software governado. Escolhe-se uma aplicação que esteja em produção há seis meses e fazem-se cinco perguntas:

  1. Que versão exata está a correr agora?
  2. Quem aprovou a passagem a produção, e quando?
  3. Que requisitos tinha de cumprir, e onde estão escritos?
  4. Porque foram tomadas as decisões importantes?
  5. Se amanhã sair a pessoa que a construiu, outra consegue mantê-la?

A prova dos seis mesesCinco perguntas de auditoria respondidas sem ciclo de vida governado e com ele.PLATAFORMA · AUDITORIAA prova dos seis mesesSEM CICLO DE VIDACOM CICLO DE VIDAQue versãoexata corre?«acho que a última»Impressão digital do artefactosha256 registadaQuem aprovou a passagema produção?«falámos numa reunião»Porta assinadacom nome e dataOnde estãoos requisitos?«em algum email»Especificaçãono repositórioPorque sedecidiu assim?«seria preciso perguntar-lhe»Registo de decisãojunto ao códigoOutra pessoa podemantê-la?«difícil»Modelo, estadoe diário de bordoNenhuma resposta da esquerda é uma falha técnica: falta o ciclo de vida.N100F · n100f.com

Na maioria dos casos, as respostas são «acho que a última», «falámos numa reunião», «estavam num email» e «seria preciso perguntar-lhe». Nada disto é uma falha técnica. O software funciona. O que falta é o ciclo de vida: a forma de levar uma aplicação da ideia à produção deixando rasto de cada passo.

Governar não é travar

A palavra «governo» costuma associar-se a comissões, formulários e semanas de espera. Não tem de ser assim. Um ciclo de vida bem desenhado é quase invisível para quem trabalha dentro dele, porque a maioria dos passos é automática e os que não são estão claros.

O que exige, sim, é disciplina em poucas coisas:

  • Cada aplicação passa por fases reconhecíveis, e para mudar de fase há uma porta de aprovação com um responsável.
  • O que se vai construir escreve-se antes de o construir.
  • Há uma só fonte para o que todos precisam de saber: que aplicações existem, onde vivem, quem é o seu responsável.
  • O que se implementa é exatamente o que foi testado.
  • Cada passo deixa registo.

De que trata esta série

Esta série percorre esse ciclo completo, tal como o construímos e o aplicamos: porque uma plataforma interna é um produto, como nasce uma aplicação, de onde tira a sua verdade, como se constrói e se implementa sem surpresas, como se opera e se aprende das falhas, e que papel tem a inteligência artificial quando as regras são postas pelas pessoas.

Começamos pela pergunta de fundo: para quem é uma plataforma?


Como o aplicamos: Engenharia de Plataforma.

Se o seu custo cloud cresce sem que ninguém saiba porquê, ou a sua arquitetura depende de quem a montou, falemos.

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