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Otimizar: tarifa contra utilização

Para baixar o custo cloud há duas alavancas, quanto se consome e a que preço. A ordem em que se mexem importa, e errar a ordem prende a organização a compromissos de que não precisava.

Linha de serviço Engenharia FinOps

Duas alavancas, não uma

Todo o custo cloud é, no fundo, utilização vezes tarifa. Para o baixar há dois caminhos:

  • Reduzir a utilização: consumir menos para fazer o mesmo.
  • Reduzir a tarifa: pagar menos por cada unidade consumida, normalmente comprometendo consumo em troca de desconto.

As duas são legítimas. O problema é a ordem.

Primeiro a utilização, depois a tarifa

Comprometer antes ou depois de otimizarComprometer primeiro deixa 30 % do compromisso sem uso; otimizar primeiro aproveita todo o desconto.FINOPS · OTIMIZAÇÃOA ordem muda o resultadoComprometer primeiroCompromete-se sobre o consumo inflacionado; depois limpa-se.Utilização real após limpar: 70Pago sem uso: 3030 % do compromisso é pago sem uso durante 1 a 3 anos.Otimizar primeiroLimpa-se e ajusta-se; depois compromete-se só o estável.Comprometido: 60A pedido: 10Utilização 70, sem capacidade ociosa: o desconto é aproveitado por inteiro.1. Eliminar2. Ajustar3. Programar4. ComprometerDados ilustrativos, não correspondem a nenhum caso realN100F · n100f.com

  1. Eliminar o que não se usa. Recursos órfãos, ambientes esquecidos, discos e cópias que ninguém consulta. É a poupança mais rápida e não tem risco para o negócio.
  2. Ajustar o tamanho. Recursos dimensionados para um pico que não chega. Ajustam-se com dados de utilização real de várias semanas, não com uma fotografia de um dia.
  3. Programar o arranque. Ambientes de desenvolvimento e testes que não precisam de funcionar à noite nem ao fim de semana.
  4. Comprometer a utilização estável. Só depois dos três passos anteriores: com o consumo já limpo, compromete-se a base que se sabe estável a uma tarifa melhor (planos de poupança, reservas, descontos por utilização comprometida).

Porque é que a ordem importa

Se se comprometer primeiro, compra-se desconto sobre um consumo inflacionado. Depois, ao limpar e ajustar, a utilização desce abaixo do comprometido e acaba-se a pagar por capacidade que já não se usa. O compromisso que devia poupar transforma-se num custo fixo que dura um ou três anos.

Ao contrário, com a utilização já otimizada, o compromisso cobre apenas o que é realmente estável e o desconto é aproveitado por inteiro.

Como decidir o que mexer

  • Ordenar por impacto e esforço. Muitas oportunidades pequenas e automatizáveis costumam somar mais do que uma grande em que ninguém se atreve a mexer.
  • Medir o compromisso: que percentagem do consumo elegível está coberta e quanto do compromisso é realmente usado. Os dois números devem ser revistos todos os meses.
  • Registar cada decisão: o que se mudou, quanto se esperava poupar e quanto se poupou. Sem isso, a otimização não deixa aprendizagem.

Otimizar uma vez é fácil. Mantê-lo otimizado exige responsáveis e um ritmo de revisão, que é o que se vê no próximo artigo.


Como o aplicamos: Engenharia FinOps.

Se o seu custo cloud cresce sem que ninguém saiba porquê, ou a sua arquitetura depende de quem a montou, falemos.

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