Publicado a

Orçamento e previsão

Na cloud, o gasto decide-se cada vez que alguém implementa algo. Orçamentar é estimar antes de implementar, prever com a tendência real e saber do desvio antes de chegar a fatura.

Linha de serviço Engenharia FinOps

O orçamento anual não chega

Na infraestrutura tradicional, o gasto decidia-se ao comprar equipamento, uma ou duas vezes por ano. Na cloud, decide-se cada vez que alguém implementa ou escala algo. Um orçamento fixado em janeiro e revisto em dezembro chega tarde a quase todas as decisões.

Por isso, em FinOps, orçamentar não é um valor anual: é um ciclo curto que liga o que se vai implementar ao que se está a gastar.

O ciclo em quatro passos

Previsão a meio do mêsGasto real acumulado até ao dia 14, previsão com margem até ao dia 30 e orçamento: o alerta chega com 16 dias de antecedência.FINOPS · ORÇAMENTOSaber a meio do mês0k15k30k45k60kdia 1dia 8dia 15dia 22dia 30Orçamento 48kAlerta (dia 14)58k previstoGasto real acumuladoPrevisãoOrçamentoA previsão fecha em 121 % do orçamento.Faltam 16 dias para agir, não uma fatura para explicar.Dados ilustrativos, não correspondem a nenhum caso realN100F · n100f.com

  1. Estimar antes de implementar. Cada alteração relevante de infraestrutura leva uma estimativa de custo, tal como leva uma revisão técnica. Com infraestrutura como código, a estimativa pode ser calculada automaticamente sobre a própria alteração.
  2. Fixar o orçamento. Por aplicação ou produto, não apenas para a organização inteira, e expresso também em métrica de unidade quando possível: «até tanto por cliente» aguenta-se melhor do que um valor fixo se o negócio crescer.
  3. Prever com a tendência. Projetar o fecho do mês ou do trimestre a partir do gasto real acumulado e do seu ritmo, não do orçamento original. A previsão atualiza-se com cada dado novo.
  4. Alertar para o desvio. Avisar quando a previsão ultrapassa o orçamento, não quando já foi ultrapassado. Chegar a meio do mês com um alerta permite corrigir; chegar com a fatura só permite explicar.

Previsão: simples e explicável

Uma previsão não precisa de ser sofisticada para ser útil. Precisa de quatro coisas:

  • Dados atribuídos e corrigidos. A previsão parte do custo já limpo e atribuído, não do total em bruto.
  • O estável separado do variável. Compromissos e base fixa de um lado, consumo variável do outro.
  • O que já se sabe. Um lançamento previsto, uma migração ou o fim de um compromisso entram na previsão antes de acontecerem.
  • Uma explicação numa frase. Se ninguém perceber porque é que a previsão diz o que diz, ninguém vai agir com base nela.

O alerta útil

Um bom alerta tem destinatário, contexto e ação: chega ao responsável da aplicação, diz quanto e porque se desvia, e sugere onde procurar. Um alerta genérico para uma caixa de correio partilhada é ignorado à terceira vez.

Com estimativa, orçamento e previsão em funcionamento, a pergunta seguinte é o que mexer quando é preciso baixar o custo. Isso é otimizar.


Como o aplicamos: Engenharia FinOps.

Se o seu custo cloud cresce sem que ninguém saiba porquê, ou a sua arquitetura depende de quem a montou, falemos.

Falemos